quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O Real

Desde o aborto ela conseguia fazer pouquíssimas coisas. Podia contar nos dedos de uma mão só: emburreceu, entristeceu, esvaziou, esvaiu-se em merda e foi parar sabe-se lá em que lugar.

Certamente num buraco vazio, sem nenhuma palavra pra bordeá-lo, cheio de "não seis" e "não quereres".

3 comentários:

  1. aborto. Sempre negativo, sempre conclusivo.

    ResponderExcluir
  2. O direito de escolha é legítimo (e defendo!), mas, definitivamente, deve ser algo que emburrece, entristece, esvazia...

    ResponderExcluir