terça-feira, 30 de novembro de 2010

Go away

Maria,

e lá estávamos nós. Novamente. Nada melhor que a praia pra quem finge pensar. Mas nós não fingíamos, né? Aliás, eu falei sem parar. Esse é o meu jeito de não deixar o que falta comparecer, porque quando a falta vem, Maria, é difícil dar conta, e você sabe.

Você havia percebido como adquiri o hábito de fazer as unhas e dieta nos últimos meses? Então, roí todas. Mas não vou deixar tudo ruir assim. Até as músicas que a gente não deixa sair da cabeça não são por acaso. Os Gallegher não têm cansado de me dizer: "I don't wanna be there when you're coming down/ I don't wanna be there when you hit the ground (...)" - e nem eu.

Um beijo,

Judith.

3 comentários:

  1. Bom seria se a falta apenas nos visitasse, colocaríamos uma vassoura atrás da porta. Mas, ela mora.
    Amei o texto!

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  2. eh a falta que causa o incomodo que gera o movimento. o problema eh quando ela sobra!

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