sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Cadei(r)as

Coloquei cadeiras feitas por meu avô no meu consultório. Não o conheci, ele morreu antes que eu nascesse. Nem posso imaginar como o chamaria. Lá na cidade onde morava, minha mãe e minha avó diziam que o chamavm Zito. Vô Zé, vô Zito, vôzito, vôzinho. Já escutei tantas nuances de sua história, e é isso que consigo carregar de sua imagem. Vendo as cadeiras, e as mesas, e as camas e toda a arte feita por suas mãos acho que me emociono. São tantos mínimos detalhes, que nunca imaginei que as mãos de um homem, como este que imagino, poderiam talhar tal arte. Há algo nessas cadeiras que ele precisava dizer.

3 comentários:

  1. Ah, que lindo.
    E quantas histórias seus netos poderão ter...
    beijos.

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  2. Vou contar algo: o meu avô era marceneiro e uma das minhas lembranças de infância é o barulho da máquina que ele usava para cortar a madeira. Para ajudar um amigo que cozinhava muito bem, ele fez um carrinho, com espaços para a colocar os salgados, bolos e sucos, que ele fazia tão bem. Em agradecimento ao meu avô, o Seu Zé, sempre ao final da tarde, trazia um pedaço de bolo de banana pra mim (o xodó do meu avô!). E eu sempre entendi o que eles queriam dizer! Um beijo

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  3. Coloca fotos pra ilustrar os posts Natch!

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